

O verso da música de Milton Nascimento ajuda a entender o sentimento da torcida alvirrubra. O acesso do Clube Náutico Capibaribe à Série B do Campeonato Brasileiro foi daqueles dignos de roteiro de cinema com drama, virada de enredo e um final de arrepiar.
O Náutico fez o seu papel e venceu, mas, como todo bom roteiro precisa de um coadjuvante decisivo, coube à Associação Atlética Ponte Preta interpretar esse papel com maestria. A Macaca venceu seu maior rival no Dérbi campineiro, superando a Guarani Futebol Clube. Já no Recife, um jogo quente e cercado de polêmica principalmente após a anulação de um pênalti para o Brusque, que mudou completamente os rumos da classificação.
Após uma primeira fase sólida e uma reta final marcada por certa irregularidade, o acesso comandado pelo experiente professor Hélio dos Anjos finalmente aconteceu. O estádio dos aflitos deu lugar aos aliviados, e o Clube Náutico Capibaribe provou que não morreu na praia. Lutou, acreditou e subiu.
A decisão do título da Série C será entre Ponte Preta e o Londrina, dois clubes tradicionais que também carimbaram o passaporte para a Série B. Quem também garantiu o acesso foi o Esporte Clube São Bernardo, completando o quarteto de promoção.
Para o Náutico e sua torcida, o desfecho foi feliz um renascimento dentro de casa e um empurrão “amigo” vindo de Campinas. Futebol tem dessas coisas: emoção, drama e, às vezes, uma ajudinha do adversário.






