Campanhas de Mobilização pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas: um chamado à ação para os Homens

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Foto: Google

No Brasil, o dia 06 de dezembro, de acordo com a Lei 11.489/2007, representa o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres e Meninas, seguindo o movimento Internacional da Campanha do Laço Branco, após o trágico Massacre de Montreal em 1989, onde 14 estudantes foram assassinadas simplesmente por serem mulheres.

A cada hora, uma mulher é vítima de feminicídio ou tentativa de assassinato motivado por questões de gênero, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024. Em cerca de 90% dos casos, os autores são homens que mantêm ou mantiveram relacionamentos íntimos com as vítimas. Esse tipo de estatística revela que a urgência na proteção da vida das mulheres passa, essencialmente, pela mudança de atitude e perspectiva por parte dos homens.

Não se trata de “salvar” as mulheres, mas de assumir a corresponsabilidade pelo problema que já possui status de epidemia. A violência de gênero é estrutural e, historicamente, perpetuada. 

Este dia não pode ser apenas uma data no calendário; é um reforço para que homens em posição de liderança — seja no trabalho, na família ou no círculo social — compreendam que:

  • Não é assunto delas: A prevenção da violência não pode ser uma tarefa exclusiva das vítimas ou de ativistas femininas. É um imperativo social e uma responsabilidade masculina.
  • Ações Práticas: Mobilizar-se significa ir além do discurso. Envolve corrigir um amigo que faz uma piada machista, educar os filhos sobre respeito e igualdade, e intervir (com segurança) em situações de assédio ou abuso.
  • O Silêncio É Cumplicidade: A maior barreira contra a violência é a cultura de silêncio e impunidade. Se você é testemunha, você tem o poder de quebrar esse ciclo.

Em Pernambuco, por iniciativa do Tribunal de Justiça Estadual, este ano foi instituído o Programa Reconstruir, que capacita e acompanha homens autores de violência, ofertando grupos reflexivos e atendimento especializado.

Campanhas como do Laço Branco e Projeto Reconstruir compreendem mais que um movimento, mas a busca pelo compromisso de jamais cometer, apoiar ou se calar diante da violência dirigida às mulheres, um convite para usarmos a voz e a influência dos homens para construir um ambiente mais seguro e equitativo para todas as pessoas; afinal, o verdadeiro respeito e a verdadeira força de um homem se manifestam na proteção dos direitos e da integridade de todos, especialmente daqueles mais vulneráveis.

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