

O anúncio do chamado “Desenrola 2.0” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva surge em um momento crítico para a economia brasileira. Com mais de 74 milhões de inadimplentes — um recorde histórico — o país enfrenta não apenas um problema financeiro individual, mas um entrave estrutural ao consumo e ao crescimento econômico. A proposta de permitir o uso do FGTS para renegociação de dívidas, confirmada pelo Ministério da Fazenda, sinaliza uma tentativa do governo de dar fôlego imediato às famílias sufocadas por juros elevados e crédito caro.
Por um lado, a medida tem potencial de impacto significativo. Ao possibilitar descontos que podem chegar a 90% e focar em dívidas de alto custo, como cartão de crédito e cheque especial, o programa pode reativar o poder de compra de milhões de brasileiros. Isso tende a gerar efeito direto no comércio e nos serviços, setores que dependem da circulação de renda. Além disso, o uso limitado do FGTS, com regras de proteção ao fundo, indica uma preocupação em equilibrar o socorro emergencial com a sustentabilidade do mecanismo.
Por outro lado, o programa também levanta questionamentos importantes. O uso do FGTS — uma reserva tradicionalmente voltada à proteção do trabalhador — para quitar dívidas pode comprometer a segurança futura de parte da população. Além disso, especialistas alertam que, sem políticas estruturais de educação financeira e redução consistente dos juros, medidas como o Desenrola tendem a ter efeito passageiro. Há o risco de que consumidores limpem seus nomes agora, mas voltem ao ciclo de endividamento pouco tempo depois.
O desafio do governo, portanto, vai além de renegociar dívidas: passa por criar condições para que elas não voltem a se acumular. Em um cenário de inflação ainda sensível e crédito restrito, o Desenrola 2.0 pode ser um importante ponto de partida — mas dificilmente será, sozinho, a solução definitiva para um problema que já se tornou crônico no Brasil.
Recorde de Negativados
O Brasil vive um panorama preocupante com o recorde de mais de 74 milhões de inadimplentes, número que escancara não apenas dificuldades individuais, mas um problema estrutural que impacta diretamente a economia. Com quase metade da população adulta negativada, o país enfrenta uma retração no consumo e maior restrição ao crédito, criando um efeito em cadeia que atinge comércio, serviços e o próprio sistema financeiro.
Alta Inflacionária
A nova alta nas projeções de inflação apontada pelo Banco Central do Brasil no Boletim Focus reforça um cenário de pressão persistente sobre os preços, mesmo com a taxa Selic em níveis elevados. A sequência de revisões para cima no IPCA indica que o controle inflacionário segue desafiador, especialmente diante do peso de itens essenciais como alimentos e transportes.
Mulheres no Imobiliário 2026
As mulheres já representam cerca de 40% dos profissionais do mercado imobiliário no Brasil, segundo a Associação Brasileira do Mercado Imobiliário — um avanço importante em um setor historicamente dominado por homens. Em Mulheres no Imobiliário 2026, a Acic aposta no fortalecimento desse protagonismo com uma programação voltada a conteúdo prático, networking e inspiração, reunindo nomes como Natali Costa, Merci Natália e Narcisa Cândido.
Agreste na FIT
Pernambuco ganha destaque nacional ao levar dez marcas do Agreste para a FIT 0/16, realizada no Expo Center Norte. A iniciativa, articulada pelo NTCPE em parceria com o Sebrae/PE e o Governo do Estado, reforça a força da produção local no segmento infantojuvenil e bebê. Mais do que gerar negócios, a participação evidencia a qualidade e o potencial competitivo das confecções pernambucanas, mostrando que investir em visibilidade e mercado externo é um passo estratégico para consolidar o estado como referência na economia da moda.






