
Pedro Augusto/Blog Capital
Após a votação irrisória de Álvaro Porto em Caruaru — míseros 679 votos —, o seu cabo eleitoral na cidade, Tony Gel, foi exonerado do cargo comissionado de assessor da Presidência da Assembleia Legislativa de Pernambuco, com publicação realizada no Diário Oficial do último dia 8 de outubro.

A decisão de exonerar Gel partiu do próprio Álvaro, que é o atual presidente da Alepe e enxergava no ex-prefeito de Caruaru a possibilidade de obter votação expressiva no quarto maior colégio eleitoral de Pernambuco. A votação inexpressiva obtida na Capital do Agreste acabou escancarando que ele havia apostado errado as suas fichas em Tony Gel, que já vem dando sinais mais do que claros de seu apequenamento político.
Sem conseguir renovar o seu mandato para a Alepe em 2022 e vindo de uma derrota vexatória em 2024, quando se aliou ao seu maior desafeto político, Zé Queiroz, que estava como candidato a prefeito, e viu o seu filho Tonynho Rodrigues, candidato a vice, também perder a eleição ainda no primeiro turno para o prefeito reeleito Rodrigo Pinheiro, restou para Gel a função de cabo eleitoral nas Eleições 2026.
E o vexame em relação à sua transferência de votos nas urnas da cidade poderia ter sido ainda pior caso ele não tivesse contado — em relação ao seu deputado federal Gabriel Porto, que é filho de Álvaro — com os reforços na busca por sufrágios dos vereadores Mano do Som (PDT) e Thiago Macaco (PP).
No final das contas, Gabriel conseguiu obter 2.580 votos em Caruaru e, assim como o seu pai, conseguiu se eleger com o somatório dos votos validados nos demais municípios. Na prática, um grande alívio para eles, porque, se fossem depender do desempenho de Gel, estariam hoje como ele, sem mandato e sem emprego.
Para quem já foi duas vezes prefeito da Capital do Agreste, três vezes deputado federal e estadual, além de uma vez vereador, atualmente, é o verdadeiro fim de uma era na política de Caruaru.





