

O ano de 2025 será lembrado pelos rubro-negros como um dos capítulos mais decepcionantes da história recente do Sport Club do Recife. Não há como suavizar: a campanha no Campeonato Brasileiro de Futebol de 2025 foi pífia, desorganizada e marcada por um discurso institucional que, por muito tempo, ignorou a gravidade da situação. Enquanto os resultados em campo afundavam o time na lanterna, as declarações repetidas de “seguir tentando” soavam vazias um teatro mal ensaiado diante de uma torcida cansada de promessas e palavras desconectadas da realidade.
A derrota para o Internacional, em Porto Alegre, apenas carimbou o que há muito já estava claro: o rebaixamento é consequência de uma temporada em que o clube nunca encontrou rumo. Coube ao técnico Daniel Paulista, alguém que tem forte ligação com a instituição, colocar um pouco de lucidez no debate. Ao pedir que o planejamento para 2026 comece de imediato, ele mostrou mais consciência da realidade do que muita gente dentro do clube ao longo do ano.
Com apenas 17 pontos e afundado na última colocação desde a 3ª rodada, o Sport protagoniza uma das piores campanhas em 120 anos de história. Não se trata apenas de queda técnica: é uma crise de gestão, de discurso e de postura. A reconstrução precisa começar urgente, com cortes duros, decisões estratégicas e uma reformulação profunda dentro e fora de campo.
Fingir que o campeonato já acabou seria enterrar de vez a dignidade do Leão. Mas também é preciso assumir que 2025 foi um fracasso retumbante. Um clube do tamanho do Sport não pode se acostumar com esse papel. A próxima temporada precisa marcar o renascimento ou o abismo ficará ainda maior.






