

A rejeição do relatório da CPI do Crime Organizado escancara o clima de disputa política em Brasília. Por 6 votos a 4, o texto do senador Alessandro Vieira foi derrubado após articulação da base governista no Senado.
O documento pedia o indiciamento de ministros do STF, como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral Paulo Gonet. A proposta gerou forte reação dentro e fora da comissão.
De um lado, aliados do governo alegaram falta de provas e criticaram o conteúdo do relatório. Do outro, o relator afirmou ter sofrido pressões e defendeu que seu trabalho seguiu evidências reunidas ao longo da investigação.
No fim, o resultado mostra mais do que uma votação: revela o peso das articulações políticas e levanta dúvidas sobre até onde uma CPI consegue ir quando envolve autoridades de alto escalão.
Tensão na Câmara
O vereador Eduardo Moura fazia críticas à gestão municipal, na sessão dessa terça-feira, na Câmara Municipal do Recife, quando a presença do deputado Romero Albuquerque provocou um confronto direto entre os dois; o bate-boca teve troca de acusações, clima exaltado e precisou de intervenção para evitar algo mais grave, levando à interrupção da sessão e gerando repercussão sobre os limites do debate político.
Ministro internado
O ministro Wolney Queiroz foi internado no Hospital Memorial Star, no Recife, para tratar uma colecistite, inflamação na vesícula biliar; segundo o Ministério da Previdência, ele segue em tratamento com antibióticos e deve permanecer hospitalizado até sábado, enquanto o secretário-executivo Felipe Cavalcante assume interinamente o comando da pasta durante sua licença médica.
Apoio à Raquel
O União Brasil em Pernambuco reafirmou apoio à governadora Raquel Lyra para 2026, ampliando o distanciamento em relação ao Progressistas, que adotou posição de independência; enquanto o grupo liderado por Miguel Coelho já definiu lado, o PP, comandado por Eduardo da Fonte, mantém discurso de cautela e não descarta apoiar outros nomes, evidenciando divergências dentro da federação no estado.
Críticas a Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou duramente a atuação dos Estados Unidos no conflito com o Irã, classificando a guerra liderada por Donald Trump como “inconsequente” e afirmando que o americano “não precisa ameaçar o mundo”; Lula também saiu em defesa do Papa Leão XIV após troca de críticas com Trump e destacou que conflitos internacionais podem impactar diretamente a economia global, especialmente no preço dos combustíveis.






