

A Câmara Municipal do Recife entra, na próxima terça-feira (3), em um momento delicado e decisivo. Os vereadores vão analisar se aceitam ou arquivam o pedido de impeachment contra o prefeito João Campos. O parecer da Procuradoria da Casa foi claro: há base legal para que a denúncia tramite. Agora, a decisão é política.
O pedido surgiu após a polêmica nomeação de um servidor para uma vaga destinada a pessoa com deficiência, considerada irregular. O caso ganhou repercussão, levantou questionamentos sobre critérios e legalidade e abriu espaço para a acusação de crime de responsabilidade.
De um lado, a base do prefeito trata o episódio como um erro já corrigido e classifica a iniciativa como oportunismo eleitoral. O próprio João Campos reforça esse discurso e diz que o pedido de impeachment e a tentativa de CPI fazem parte de um jogo político. Do outro, oposicionistas defendem que o problema não pode ser minimizado e precisa ser apurado com transparência.
A Câmara, neste momento, não julga culpa nem inocência. Decide apenas se a denúncia merece seguir adiante. Arquivar sem debate pode soar como proteção política. Admitir a tramitação não significa condenação, mas respeito ao rito e ao papel fiscalizador do Legislativo.
O Recife acompanha atento. O episódio testa a independência da Câmara e a capacidade dos vereadores de separar interesse público de conveniência política. A resposta virá no plenário — e dirá muito mais do que apenas o destino de um pedido de impeachment.
Desaprovação
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 53% dos brasileiros, segundo uma pesquisa do PoderData divulgada nesta quarta-feira (28). Por outro lado, 41% aprovam a administração federal, comandada pelo petista. São 6% os que não sabem. A desaprovação do governo cresceu 14 pontos percentuais desde a primeira pesquisa, realizada no início do atual mandato. À época, a gestão do chefe do Executivo era reprovada por 39%.
Sem registro
Uma pesquisa divulgada pela empresa mexicana Áltica Research aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno. O senador aparece com 48%, contra 47% do petista. O levantamento foi divulgado nas redes sociais da empresa, mas não foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), exigência legal para pesquisas eleitorais em ano de eleições.
“Nem se me pedisse”
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que não seria candidato à Presidência da República nem se o ex-presidente Jair Bolsonaro lhe pedisse. A declaração foi dada nesta terça-feira (27) em entrevista à rádio Jovem Pan Sorocaba. “Na última visita que fiz a Bolsonaro, quando ele estava em prisão domiciliar, ele me perguntou: ‘Qual é a sua posição na eleição presidencial?’. Eu respondi: ‘A minha posição é ficar em São Paulo’. Eu fui muito contundente”, afirmou o governador.
Fim da escala 6×1
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que o fim da escala de seis dias de trabalho por um de folga (6×1) no Brasil é prioridade para o governo federal neste ano. Em conversa com a imprensa nesta quarta-feira (28), ela afirmou que o governo pode enviar um projeto para unificar as propostas que já estão em tramitação no Congresso sobre o tema e que a expectativa é pela aprovação ainda no primeiro semestre.







