Por João Américo
Pernambuco seria um estado manco sem Caruaru. Vamos falar o português claro: a “Capital do Agreste” não ganhou esse título por acaso, por favor político ou por decreto vazio. Ela conquistou seu espaço no suor de sua gente e numa vocação inegável para o progresso. Como bem profetiza o seu hino, Caruaru fez a transição mais difícil e impressionante que um município pode fazer: foi “de fazenda a capital”. E hoje, não apenas figura no mapa, mas lidera o interior pernambucano com uma voz soberana, ditando os rumos da cultura e da economia do estado.
Não há espaço para submissão na Cidade Princesa. Do norte ao sul, o brado forte e o clima de seu povo dão solidez a absolutamente tudo o que ali se constrói. Caruaru é a tradução perfeita de uma tradição que se recusa a parar no tempo; ela se moderniza, se reinventa, gera riqueza e avança, mas sem jamais perder a própria alma.
Quando o hino exalta “Comércio, Indústria e Feira”, ele não está fazendo apenas poesia. Está descrevendo a santíssima trindade econômica que ergueu a cidade. É um rincão bendito forjado no empreendedorismo. A Feira, reconhecida internacionalmente, a força do polo têxtil e a pujança do seu comércio desfraldam a bandeira de um povo que não senta para esperar a ajuda do Estado: vai lá, produz e faz acontecer.
Mais do que um polo de desenvolvimento, Caruaru é um pedaço do Brasil que dá certo. É um templo sagrado do trabalho nordestino. Ali, a feliz inspiração de seus fundadores encontra a força motriz e implacável do homem do Agreste.
É uma cidade predestinada à vitória, que não se acovarda diante de crises. Sob as bênçãos de Jesus, venerando a sua cruz e honrando sua história, Caruaru marcha a passos largos para a glória.
Caruaru não é apenas um endereço ou um município de passagem. É um estado de espírito, um motor econômico e, acima de tudo, uma potência que não pede licença para crescer.








