
As definições da Federação União Progressista em Pernambuco devem movimentar os bastidores da política estadual nos próximos dias. Antes da convenção federativa, marcada para 5 de agosto, os dois partidos que compõem o bloco — Progressistas (PP) e União Brasil — realizarão convenções próprias no dia 1º de agosto para deliberar sobre as candidaturas que pretendem defender nas eleições de 2026.
De acordo com o presidente estadual do PP e da Federação União Progressista, deputado federal Eduardo da Fonte, a antecipação da convenção do partido tem como objetivo permitir novas conversas com a governadora Raquel Lyra (PSD), que realizará sua convenção no dia 2 de agosto. A expectativa é que o período seja utilizado para buscar entendimentos políticos antes da decisão definitiva da federação.
Embora PP e União Brasil realizem seus encontros na mesma data, a tendência é que cada legenda aprove indicações diferentes para a disputa ao Senado. O Progressistas deverá confirmar o nome de Eduardo da Fonte, enquanto o União Brasil deve homologar a pré-candidatura do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho.
Apesar dessas deliberações, a palavra final caberá à convenção da Federação União Progressista, que, pelas regras eleitorais, tem autoridade para definir a posição oficial do bloco. Nos bastidores, integrantes da federação avaliam que o PP possui maioria na composição estadual, fator que pode influenciar a decisão final. Eventuais divergências, no entanto, poderão ser levadas à análise da Justiça Eleitoral, caso haja contestação sobre o resultado.





