
O candidato ao Governo de Pernambuco pela Coligação Frente Pernambuco de Luta (Federação PSOL/REDE e PCB), Ivan Moraes, participou, neste sábado (22), de um ato de protesto contra o racismo religioso após a Câmara Municipal do Recife rejeitar a criação do Dia de Mestra Ritinha, proposta apresentada para homenagear a trajetória e a contribuição da mestra para a cultura popular e para os povos de terreiro.
A manifestação reuniu povos de terreiro e movimentos ligados à defesa da cultura afro-brasileira na Rua da Guia, no Bairro do Recife, em um ato de denúncia contra mais um episódio de intolerância e racismo religioso praticado por vereadores de extrema direita no Legislativo municipal.
Mestra Ritinha é reconhecida por sua atuação na preservação e transmissão de saberes ligados à cultura e às tradições de matriz africana. Para os movimentos que participam do ato, a rejeição da homenagem não pode ser dissociada de um contexto histórico de marginalização, perseguição e apagamento das manifestações culturais e religiosas negras.
Para Ivan Moraes, a defesa da liberdade religiosa e do reconhecimento da contribuição dos povos de terreiro deve ser uma prioridade de qualquer projeto político comprometido com a democracia e com os direitos humanos.
“Não é sobre campo político. Não é sobre ser de esquerda, de centro, de direita ou do que quer que seja. Não é sobre ser uma pessoa cristã, ateia, cardecista, da Jurema, da Umbanda ou do Candomblé. É sobre respeito. É sobre compreender que todas as pessoas e todos os grupos precisam ser respeitados enquanto seres humanos. É por isso que eu tô aqui, ao lado de meus camaradas da Jurema, pra prestar minha solidariedade por tantas violências de que têm sido vítimas”, declarou o candidato.
Ivan também deve destacar que o combate ao racismo religioso não pode se limitar à reação diante de episódios de intolerância, mas precisa se transformar em política pública permanente, com valorização da cultura negra e de povos indígenas, proteção aos terreiros e garantia do direito constitucional à liberdade de crença e de culto.





