Tido, tradicionalmente por comportar uma das melhores folias de Momo do mundo, Recife lançou recentemente, por meio do prefeito João Campos, a programação oficial do Carnaval 2026, preservando o seu modelo de realização da festa já de anos pela multiculturalidade na grade de shows.
Até aí tudo bem, no próximo ano, o Carnaval da Terra do Frevo oferecerá shows para todos os gostos musicais, a exemplos do próprio frevo, do forró, do samba, do maracatu, do brega, do rock e até do funk. O detalhe é que, diferentemente de edições anteriores, em 2026, nomes expressivos e de tradição da cena musical pernambucana não estarão em nenhum dos palcos desse evento gigantesco.
Se até a chegada do Carnaval, eles forem incluídos na programação, palmas para decisão de reparos que poderá ser feita pela Prefeitura do Recife. Do contrário, questionamentos e críticas à política de exclusão adotada, na festa do próximo ano, se avolumarão em coro por pernambucanos e até turistas, que durante o evento na Capital do Frevo e do Brega, se programavam para conferirem, brincando a festa, a mais artistas do manguebeat ao brega.
Pelo menos na recente grade lançada, se encontram fora do palco da Prefeitura do Recife, uma banda do naipe de uma Nação Zumbi, que já fez apresentações históricas durante o Carnaval de sua terra. Outras grandes bandas do manguebeat, Academia da Berlinda e Mestre Ambrósio também estão fora.
No frevo e demais ritmos pernambucanos, chamou atenção a ausência de Bia Villa Chan já no brega de Tayara Andreza, considerada hoje uma das vozes femininas de maior representatividade deste ritmo no Estado, além da histórica Banda Labaredas, que está no mesmo patamar de Conde, e não foi prestigiada pela gestão João Campos.
Em contrapartida, artistas nacionais a exemplos de Ludmila, DJ Alok, Liniker e Iza, foram contratados com os cachês mais altos da festa. Nada contra, aliás, nada eles têm a ver se atualmente na terra de um dos maiores carnavais do planeta, muitos dos que fazem Recife e Pernambuco ultrapassarem os limites territoriais do Estado com as suas respectivas músicas sequer terão oportunidade de vivenciarem o Carnaval Multicultural do Recife fazendo som dentro de casa. Lamentável!
Ainda queima a esperança
No ano passado, o Governo de Pernambuco, com seu palco armado no Marco Zero, realizou uma programação interessante durante o Carnaval do Recife, bem como reforçou as grades de shows com contratações de artistas pernambucanos citados no texto acima em municípios, cuja a tradição momesca também é grande, a exemplos de Bezerros e Pesqueira, no Agreste do Estado. Sendo assim, literalmente, ainda queima a esperança de que Nação Zumbi, Academia da Berlinda e etc façam shows não só no Recife, mas em demais cidades pernambucanas.
Pegou feio!
Zezé Di Camargo anunciou, na madrugada desta segunda-feira (15/12), o rompimento de sua relação com o SBT. Em publicação nas redes sociais, o cantor afirmou que a decisão foi motivada pela abertura de espaço para autoridades políticas no lançamento do SBT News e em um especial institucional da emissora. Identificado publicamente com o bolsonarismo, Zezé também solicitou que sua participação no tradicional especial de Natal do canal não seja exibida. Algo que pegou bastante feio para o artista.
Dívidas estratosféricas
O ex-prefeito de Caruaru e atual pré-candidato a estadual nas Eleições 2026, Zé Queiroz, concedeu entrevista à Rádio Cidade 99.7, na manhã desta segunda-feira, sendo sabatinado pelos jornalistas Mário Flávio e Vitor Araújo. Durante a entrevista, o pedetista falou sobre temas relacionados ao seu panorama político, incluindo a sua saída do comando do PDT Pernambuco. “Lupi me chamou, fui até Brasília, para conversarmos sobre umas dívidas previdenciárias que ficaram por aí. “E foi muito dinheiro, então, a dívida cresceu, ela cresceu estratosfericamente, quando não são pagas”.
Injeção na economia
O prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, efetuou o pagamento antecipado do 13º salário dos servidores municipais, na última sexta-feira (12). Quase R$ 36 milhões que aquecem a economia, contribuindo para intensificar a movimentação econômica no comércio e nas feiras de fim de ano, por exemplo. A antecipação beneficiou os servidores da administração direta e indireta, e também os comerciantes e sulanqueiros, que puderam aproveitar o período da melhor forma: vendendo.