Câncer de próstata tem chances de cura em 90% dos casos quando diagnosticado precocemente

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Novembro é o mês dedicado à conscientização sobre o câncer de próstata, com a campanha Novembro Azul, que incentiva os homens a cuidarem da própria saúde. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens brasileiros — atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Ainda conforme a entidade, cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem em homens a partir dos 65 anos de idade.

Segundo o urologista Antônio César Cruz, do Hospital Santa Joana Recife, da Rede Américas, a melhor forma de lidar com o câncer de próstata é diagnosticando a doença precocemente, por meio de avaliação anual. “Ao realizar o diagnóstico ainda na fase inicial, temos chance de cura em mais de 90% dos casos e, com as novas tecnologias, como a cirurgia robótica, conseguimos tratar o paciente com redução de sequelas, principalmente incontinência urinária e impotência sexual, que são as duas grandes apreensões de boa parte dos pacientes”, comenta.

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) alerta que o histórico familiar é o principal fator de risco no desenvolvimento desse tipo de câncer. “Dados da SBU mostram que homens acima de 45 anos, que têm um único parente de primeiro grau — ou seja, pai ou irmão — com histórico da doença, têm duas vezes mais chances de desenvolver o câncer de próstata. Se ele tem histórico de dois ou mais parentes de primeiro grau com a doença, as chances aumentam de seis a sete vezes. Isso significa que, para esse paciente, a avaliação anual deve iniciar a partir dos 45 anos de idade”, diz o especialista.

Ainda de acordo com o urologista, os pacientes que não têm histórico familiar devem fazer exames de avaliação uma vez ao ano, a partir dos 50 anos de idade.

Assintomático nos primeiros estágios

 Nos estágios iniciais, o câncer de próstata é assintomático, o que torna a avaliação anual para diagnóstico precoce fundamental. Entre os exames indicados estão o toque retal — procedimento que permite identificar alterações físicas na próstata — e o exame de sangue do Antígeno Prostático Específico (PSA). “Esses são exames de triagem. Quando há alterações, seguimos investigando com outros exames adicionais para evitar o maior risco deste tipo de câncer, que é ser descoberto numa fase avançada, quando a cura não é mais possível, e precisamos realizar medidas paliativas para retardar a evolução da doença e tentar manter o máximo de qualidade de vida possível para esse paciente”, alerta. O tratamento do câncer varia de acordo com o estágio da doença e as condições do paciente, podendo incluir cirurgia, radioterapia e terapia hormonal.

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