Comissão da PEC 6×1 será instalada “o mais rápido possível”, diz Motta

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Do Congresso em Foco

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou em suas redes sociais que pretende instalar “o mais rápido possível” a comissão especial responsável por analisar o mérito da PEC do fim da escala de trabalho 6×1, aprovada nesta quarta-feira (22) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O colegiado é a última etapa de tramitação antes da votação em plenário.

“Meu compromisso é avançar rápido, mas sempre com muito equilíbrio e responsabilidade. Vou determinar o mais rápido possível a criação da comissão especial para debater a proposta”, declarou Hugo Motta. O parlamentar também agradeceu ao presidente da CCJ, Leur Lomanto Júnior (União-BA), e ao relatorPaulo Azi (União-BA) pela aprovação. “É mais um passo fundamental para levarmos ao plenário ainda em maio”, acrescentou.

Sugestões do relator

Nesta tarde, a CCJ aprovou o parecer de Paulo Azi pela admissibilidade das PECs dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (Psol-SP) sobre o fim da escala 6×1, reconhecendo que o tema é compatível com a Constituição. A comissão especial será responsável pela análise de mérito, considerando aspectos técnicos e políticos para decidir pela sua aprovação ou rejeição.

No parecer, Paulo Azi destacou pontos que, ao seu ver, deverão ser discutidos no colegiado para a solidez da proposta. Um dos principais envolve o desenho da mudança. Segundo o deputado, há uma convergência inicial em torno da redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e da transição da escala 6×1 para o modelo 5×2, mas ainda não há consenso sobre a forma de implementação.

A comissão deverá avaliar se essas diretrizes devem constar de maneira detalhada na Constituição ou se parte das regras deve ser deixada para regulamentação posterior.

O relator também sugeriu discutir o papel das convenções coletivas após a eventual mudança. Ele aponta a necessidade de equilibrar parâmetros gerais na Constituição com a flexibilidade para que acordos entre trabalhadores e empregadores adaptem a jornada às diferentes realidades setoriais.

Outro ponto levantado é a necessidade de debater formas de mitigar impactos econômicos da redução de escala. Segundo Azi, será preciso avaliar efeitos sobre custos das empresas, níveis de emprego, preços e informalidade, além de possíveis mecanismos de transição, como desoneração da folha ou incentivos fiscais.

Há ainda a recomendação de discutir o ritmo de implementação da nova escala de trabalho. Experiências internacionais citadas no parecer indicam que mudanças desse tipo costumam ocorrer de forma gradual, com regras de transição e cronogramas escalonados. Para o relator, esse deverá ser um dos aspectos centrais da análise de mérito.

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Pedro Augusto
Pedro Augusto atuou como repórter dos jornais Extra de Pernambuco e Vanguarda, ambos de Caruaru, e dos portais NE10 e NE10Interior, do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação. Também já teve matérias publicadas em jornais de grande circulação como Folha de Pernambuco, Diario de Pernambuco e Jornal do Commercio, além dos portais Terra e R7. Foi ainda assessor de Comunicação da Prefeitura de Caruaru, de parlamentar na Câmara de Caruaru e do Clube Atlético do Porto.