PF realiza busca por armas e munições na residência de Bolsonaro

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A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta quarta-feira (8), um mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, onde ele cumpre prisão domiciliar por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e teve como objetivo localizar possíveis armas, munições, acessórios e documentos de registro que ainda estivessem sob posse do ex-presidente.

Segundo a defesa de Bolsonaro, os agentes chegaram ao imóvel por volta das 7h e não encontraram nenhum dos materiais previstos no mandado. O advogado João Henrique Nunes de Freitas, que acompanhou a diligência, afirmou que os representantes do ex-presidente já haviam informado previamente às autoridades o paradeiro das armas registradas em nome de Bolsonaro.

Em uma publicação na rede social X, o advogado criticou a realização da busca e afirmou que “nada foi encontrado”. Segundo ele, a medida seria “lamentável” contra um ex-presidente da República.

A decisão de Moraes ocorreu após uma divergência entre informações apresentadas pela defesa de Bolsonaro e pelo Exército Brasileiro sobre a localização de armas registradas em nome do ex-presidente.

Na última sexta-feira (4), os advogados informaram ao STF que oito armas estavam sob custódia do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília, enquanto outras duas já haviam sido apreendidas anteriormente pela Polícia Federal.

O Exército, porém, comunicou ao Supremo que apenas seis das oito armas haviam sido entregues à Polícia Federal. A Força informou ainda que uma pistola Glock de uso restrito já havia sido apreendida pela Polícia Civil do Distrito Federal durante uma abordagem, enquanto uma espingarda permanecia sem localização esclarecida.

Diante da divergência, Alexandre de Moraes determinou a busca no endereço de Bolsonaro para verificar se havia algum armamento, munição, acessório ou documentação ainda em posse do ex-presidente.

O caso tramita no Supremo Tribunal Federal sob o processo EP 169. A decisão que autorizou a diligência ainda será analisada no decorrer do procedimento.

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Pedro Augusto
Pedro Augusto atuou como repórter dos jornais Extra de Pernambuco e Vanguarda, ambos de Caruaru, e dos portais NE10 e NE10Interior, do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação. Também já teve matérias publicadas em jornais de grande circulação como Folha de Pernambuco, Diario de Pernambuco e Jornal do Commercio, além dos portais Terra e R7. Foi ainda assessor de Comunicação da Prefeitura de Caruaru, de parlamentar na Câmara de Caruaru e do Clube Atlético do Porto.