
As famílias brasileiras seguem enfrentando dificuldades para equilibrar as contas. Dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Banco Central mostram que os juros do crédito continuam em patamares elevados, enquanto a inadimplência e o comprometimento da renda permanecem em alta, refletindo os desafios enfrentados por milhões de consumidores no país.
Segundo o levantamento, a taxa média de juros do crédito livre para pessoas físicas chegou a 64% ao ano em junho, registrando aumento tanto na comparação mensal quanto em relação ao mesmo período de 2025. O avanço foi impulsionado, principalmente, pelo encarecimento do crédito pessoal não consignado. Ao mesmo tempo, a taxa de inadimplência entre as famílias ficou em 5,6%, acima do índice registrado há um ano.
O estudo também revela que o endividamento das famílias alcançou 49,8%, enquanto o comprometimento da renda com o pagamento de dívidas subiu para 28,5%. Na prática, isso significa que uma parcela cada vez maior da renda mensal dos brasileiros está sendo destinada ao pagamento de financiamentos, empréstimos e outras obrigações financeiras, reduzindo a capacidade de consumo e de formação de poupança.
Mesmo diante desse cenário, o volume de crédito destinado às famílias continua crescendo e atingiu R$ 4,6 trilhões em junho. Para especialistas, os indicadores reforçam a necessidade de planejamento financeiro por parte dos consumidores, já que o custo elevado do crédito e o aumento das dívidas podem ampliar a pressão sobre o orçamento doméstico nos próximos meses.





