Oposição celebra e esquerda critica afastamento de Andrei da PF

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O afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, por determinação do ministro André Mendonça, do STF, provocou reações opostas entre parlamentares nesta terça-feira (8). As informações são do Congresso em Foco.

Integrantes da oposição apoiaram a medida e defenderam o aprofundamento das investigações, enquanto deputados de esquerda acusaram o magistrado de interferência política na corporação às vésperas das eleições.

Mendonça afastou Andrei e o diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa, após afirmar ter identificado um “monitoramento sistemático e ilegal” realizado pela inteligência da corporação contra ele e o advogado-geral da União, Jorge Messias.

A decisão também determinou a abertura de apurações sobre a produção dos relatórios.

Oposição apoia afastamento

O senador Rogério Marinho (PL-RN) defendeu que Andrei permaneça fora do comando da PF. Segundo ele, as suspeitas existentes comprometem a atuação do diretor-geral e podem contaminar as investigações conduzidas pela corporação.

“Andrei Rodrigues precisa permanecer afastado”, afirmou. Marinho acusou o diretor-geral de manter proximidade excessiva com o Palácio do Planalto e disse que a PF não pode ser transformada em “instrumento de aparelhamento e blindagem do governo”.

O senador Carlos Viana (PSD-MG) foi além e anunciou ter protocolado uma representação pedindo a prisão preventiva de Andrei. Segundo ele, é necessário descobrir quem teria ordenado o monitoramento, quem executou a medida e qual destino foi dado aos relatórios.

“Se a estrutura de inteligência da Polícia Federal foi usada ilegalmente, afastamento não encerra o caso. É preciso chegar aos responsáveis”, afirmou.

O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) classificou o episódio como “gravíssimo” e afirmou que as suspeitas de uso indevido da estrutura da PF precisam ser esclarecidas.

O senador Sergio Moro (PL-PR) também apoiou Mendonça. “O Diretor Andrei Rodrigues não tem condições de permanecer no comando da Polícia Federal”, escreveu.

Para o ex-juiz, diante da ausência de uma iniciativa do presidente Lula, caberia às demais instituições agir.

Já o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) comemorou a decisão e destacou que o afastamento havia sido solicitado pelo Novo ao Supremo. “Pedimos e André Mendonça determinou”, escreveu. O pedido do partido também incluía a prisão preventiva de Andrei, medida que não foi acolhida por Mendonça.

Esquerda acusa Mendonça de interferência política

Parlamentares de esquerda reagiram ao afastamento acusando André Mendonça de interferência política na Polícia Federal e relacionando a medida à disputa eleitoral.

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) classificou a decisão como “irresponsável” e acusou o ministro de tentar interferir nas eleições para beneficiar Flávio Bolsonaro.

O petista contrapôs o afastamento de Andrei ao andamento da investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, ligado à família Bolsonaro.

“Mendonça quer interferir na eleição para proteger Flávio Bolsonaro”, afirmou.

O afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, por determinação do ministro André Mendonça, do STF, provocou reações opostas entre parlamentares nesta terça-feira (8).

Integrantes da oposição apoiaram a medida e defenderam o aprofundamento das investigações, enquanto deputados de esquerda acusaram o magistrado de interferência política na corporação às vésperas das eleições.

Mendonça afastou Andrei e o diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa, após afirmar ter identificado um “monitoramento sistemático e ilegal” realizado pela inteligência da corporação contra ele e o advogado-geral da União, Jorge Messias.

A decisão também determinou a abertura de apurações sobre a produção dos relatórios.

Afastamento provoca cobranças por investigação e acusações de interferência no órgão.

Afastamento provoca cobranças por investigação e acusações de interferência no órgão.Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
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Oposição apoia afastamento

O senador Rogério Marinho (PL-RN) defendeu que Andrei permaneça fora do comando da PF. Segundo ele, as suspeitas existentes comprometem a atuação do diretor-geral e podem contaminar as investigações conduzidas pela corporação.

“Andrei Rodrigues precisa permanecer afastado”, afirmou. Marinho acusou o diretor-geral de manter proximidade excessiva com o Palácio do Planalto e disse que a PF não pode ser transformada em “instrumento de aparelhamento e blindagem do governo”.

O senador Carlos Viana (PSD-MG) foi além e anunciou ter protocolado uma representação pedindo a prisão preventiva de Andrei. Segundo ele, é necessário descobrir quem teria ordenado o monitoramento, quem executou a medida e qual destino foi dado aos relatórios.

“Se a estrutura de inteligência da Polícia Federal foi usada ilegalmente, afastamento não encerra o caso. É preciso chegar aos responsáveis”, afirmou.

Senador anunciou pedido de prisão preventiva de Andrei Rodrigues após o afastamento.

Senador anunciou pedido de prisão preventiva de Andrei Rodrigues após o afastamento.Reprodução / X
O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) classificou o episódio como “gravíssimo” e afirmou que as suspeitas de uso indevido da estrutura da PF precisam ser esclarecidas.

O senador Sergio Moro (PL-PR) também apoiou Mendonça. “O Diretor Andrei Rodrigues não tem condições de permanecer no comando da Polícia Federal”, escreveu.

Para o ex-juiz, diante da ausência de uma iniciativa do presidente Lula, caberia às demais instituições agir.

enador manifestou apoio a André Mendonça e disse que Andrei não tem condições de permanecer no cargo.

enador manifestou apoio a André Mendonça e disse que Andrei não tem condições de permanecer no cargo.Reprodução / X
Já o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) comemorou a decisão e destacou que o afastamento havia sido solicitado pelo Novo ao Supremo. “Pedimos e André Mendonça determinou”, escreveu. O pedido do partido também incluía a prisão preventiva de Andrei, medida que não foi acolhida por Mendonça.

Deputado comemorou o afastamento e destacou que o Novo havia pedido a medida ao STF.

Deputado comemorou o afastamento e destacou que o Novo havia pedido a medida ao STF.Reprodução / X
Nikolas Ferreira (PL-MG) também reagiu à decisão. O deputado publicou um vídedo com a legenda: “Bom dia!!! Que todos os tiranos caiam”.

Esquerda acusa Mendonça de interferência política

Parlamentares de esquerda reagiram ao afastamento acusando André Mendonça de interferência política na Polícia Federal e relacionando a medida à disputa eleitoral.

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) classificou a decisão como “irresponsável” e acusou o ministro de tentar interferir nas eleições para beneficiar Flávio Bolsonaro.

O petista contrapôs o afastamento de Andrei ao andamento da investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, ligado à família Bolsonaro.

“Mendonça quer interferir na eleição para proteger Flávio Bolsonaro”, afirmou.

Glauber Braga (PSOL-RJ) também atacou a atuação do ministro e cobrou uma reação dos demais integrantes do Supremo. “E quem é que vai determinar o afastamento de André Mendonça?”, questionou. O deputado acusou Mendonça de promover uma “blindagem” de Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira.

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Pedro Augusto
Pedro Augusto atuou como repórter dos jornais Extra de Pernambuco e Vanguarda, ambos de Caruaru, e dos portais NE10 e NE10Interior, do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação. Também já teve matérias publicadas em jornais de grande circulação como Folha de Pernambuco, Diario de Pernambuco e Jornal do Commercio, além dos portais Terra e R7. Foi ainda assessor de Comunicação da Prefeitura de Caruaru, de parlamentar na Câmara de Caruaru e do Clube Atlético do Porto.