A “CPMI do Roubo dos Aposentados”, como está sendo chamada a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que visa investigar os descontos associativos ilegais no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), teve o seu pedido protocolado para abertura, nessa segunda-feira (12), pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) e pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF).
Para ser instalada, a CPMI precisa ter a concordância do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), com a leitura do requerimento para abertura sendo realizada por ele no plenário, durante sessão conjunta.
Mas se dependesse somente da adesão parlamentar, a CPMI seria instaurada tranquilamente, sendo composta por 15 deputados e 15 senadores, com a estimativa de conclusão dos trabalhos de 180 dias.
Conforme com as matérias publicadas pelo O Globo e o Congresso em Foco, tanto na Câmara quanto no Senado, a oposição ao governo Lula ultrapassou com folga as somas de assinaturas suficientes para abertura da CPMI, chegando a 223 assinaturas de deputados e 36 de senadores.
Embora o governo tenha afinado o discurso entre si e junto à base aliada no Congresso de que a instalação de uma Comissão só serviria apenas para uso político, já que as investigações seguem em curso por parte da Polícia Federal, não há de se negar que neste momento, a população brasileira, especialmente os milhares de aposentados e pensionistas que foram lesados, desejam ainda mais respostas sobre o maior escândalo da história do INSS.
Eles possuem esse direito, seja através da CPMI, por meio da PF ou pela própria imprensa.
Reunião
Segundo Damares, uma comitiva de parlamentares pretende se reunir com Alcolumbre para pedir a instalação do colegiado. “Estamos animados que ele vai receber o nosso pedido”, disse.
Obstáculos
Alcolumbre faz parte da comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que viajou para a Rússia e para a China. A proximidade de Alcolumbre com o Planalto é um dos obstáculos para o avanço da CPMI.
Apuração
“Não podemos tratar isso como um caso isolado, é um esquema com ramificações e precisamos apurar com profundidade e responsabilidade”, disse a deputada Coronel Fernanda.
Apoio
A proposta encontrou amplo apoio no Congresso, com exceção de congressistas dos seguintes partidos: PDT, PRD, PT, PSOL, PV e Rede.