Trabalhadores dos Correios em diversas regiões do país iniciaram, às 22h da terça-feira (16), uma greve por tempo indeterminado. A paralisação foi aprovada após a realização de assembleias locais e ocorre em meio ao impasse nas negociações do novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) com a direção da estatal.
A greve foi confirmada em estados como Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Ceará e Paraíba. Também há adesão em bases do interior de São Paulo, incluindo Campinas, Santos e o Vale do Paraíba, além da cidade de Londrina, no Paraná. Na capital paulista, os trabalhadores aprovaram a paralisação mesmo sem a concordância da direção sindical.
Em outras 12 bases sindicais, foi decidido pela manutenção do estado de greve, entre elas as representações do Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Maranhão, Pará, Piauí e Rio Grande do Norte. A decisão mantém a categoria mobilizada e indica a possibilidade de ampliação do movimento nos próximos dias.
Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão a reposição salarial com base na inflação e a manutenção de benefícios previstos em acordos anteriores, como adicional de férias, pagamento em dobro aos fins de semana e o vale-peru. A direção dos Correios, por sua vez, alega dificuldades financeiras e afirma que o atual cenário da empresa impede o atendimento integral das demandas apresentadas pelos sindicatos.