Em 2025, programas estruturantes da educação básica, como alfabetização e ensino em tempo integral, tiveram redução de investimentos do Ministério da Educação (MEC), enquanto o programa Pé-de-Meia concentrou maior volume de recursos.
Dados orçamentários mostram que os gastos com alfabetização caíram 42% em relação a 2024, passando de R$ 791 milhões para R$ 459 milhões, em valores corrigidos. No ensino em tempo integral, os repasses diretos do MEC praticamente desapareceram após mudanças no uso de recursos do Fundeb, reduzindo o papel redistributivo do fundo.
O Pé-de-Meia, criado para combater a evasão no ensino médio, passou a ter custo estimado de R$ 12 bilhões anuais, aumentando a pressão sobre o orçamento da pasta. O MEC afirma que busca recompor recursos e mantém o compromisso com a educação básica.