OPINIÃO — De protagonistas a figurantes: os declínios políticos dos Queiroz e dos Gels em Caruaru
Pedro Augusto/Blog Capital
Desafetos históricos e aliados de última hora nas Eleições Municipais de 2024, Tony Gel e Zé Queiroz, ex-prefeitos e deputados por Caruaru, estão atualmente no mesmo partido, o MDB Pernambuco, com objetivos diferentes nas Eleições Gerais de 2026.
Embora pedeirão votos para o mesmo candidato a governador, João Campos, desempenharão papéis distintos no próximo pleito, reflexo do momento em que se encontram suas respectivas carreiras políticas.
Apesar de terem ocupado, por diversas vezes, cargos tanto no Palácio Jaime Nejaim quanto na Assembleia Legislativa de Pernambuco, ambos sucumbiram nas urnas nas duas últimas eleições disputadas, demonstrando enfraquecimentos políticos significativos.
Tanto que, neste ano, Tony Gel exercerá um papel de coadjuvante, juntamente com seu filho, Tonynho Rodrigues, que, por sinal, nunca venceu uma eleição como candidato, pedindo votos para Álvaro (estadual) e Gabriel Porto (federal), que não possuem históricos de investimentos em Caruaru.
Já Zé Queiroz, que, assim como os Gel, vem de dois reveses nas urnas, poderá chegar — ou não — à sua terceira derrota consecutiva em 2026, quando disputará a eleição para deputado estadual. Ele fará dobradinha com o irmão de João, Pedro Campos, que tentará renovar o mandato na Câmara Federal e raramente foi visto circulando pela Capital do Agreste.
Seu filho, Wolney Queiroz, que desistiu da disputa, a exemplo dos agora aliados do MDB, preferiu permanecer como ministro no governo Lula após a derrota eleitoral de 2022, quando não conseguiu renovar seu mandato na Câmara Federal. Em outros tempos, teria a candidatura praticamente certa, sobretudo quando seu pai comandava os destinos de Caruaru.
O panorama atual é bastante distinto em relação ao histórico político dos Gels e dos Queiroz, mas condizente com a participação, força e influência que ambos os grupos exercem hoje junto ao eleitorado caruaruense.