A suspensão dos atendimentos do INSS, nessa quarta-feira (28), revelou mais uma vez o descompasso entre a gestão do órgão e a realidade de milhões de brasileiros que dependem da Previdência Social. Sem aviso efetivo, aposentados, pensionistas e beneficiários enfrentaram portas fechadas, filas e prejuízos em todo o país.
Embora o INSS afirme que a paralisação, causada por uma atualização nos sistemas da Dataprev, estava programada desde janeiro, o panorama nas agências mostrou o contrário: segurados desinformados, deslocamentos inúteis e casos de extrema vulnerabilidade social. Pessoas doentes, mães com bebês e famílias que dependem do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ficaram sem qualquer alternativa de atendimento.
A interrupção não se limitou às agências físicas. Aplicativo, site e Central 135 também foram suspensos, deixando a população completamente sem acesso aos serviços. A promessa de que avisos foram feitos por canais oficiais não se sustenta diante do caos registrado no primeiro dia da paralisação.
O próprio INSS admitiu falhas nos sistemas da Dataprev nos dias anteriores, o que comprometeu ainda mais a comunicação. Como resposta, a autarquia prometeu reagendamentos e um mutirão na próxima semana — medidas paliativas para quem já sofreu prejuízos financeiros e emocionais.