O AVC (Acidente Vascular Cerebral) é uma das principais causas de morte no mundo e também uma das que mais deixam sequelas. Infelizmente, ele atinge com mais força as pessoas em situação de maior vulnerabilidade social, que têm menos acesso à saúde e mais dificuldade para controlar doenças como pressão alta e diabetes, que são fatores de risco para o AVC.
Por isso, conhecer os fatores de risco é fundamental para prevenir esse problema, e o reconhecimento dos sinais é de extrema importância para garantir um atendimento rápido e eficaz. Quanto mais cedo a pessoa recebe atendimento, maiores são as chances de recuperação. E o melhor: muitos AVCs podem ser evitados com mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico.
Conhecimento salva vidas — inclusive a sua.
Fatores de risco NÃO modificáveis:
Idade – O risco dobra a cada dez anos após os 55 anos e aumenta ainda mais após os 65 anos de idade.
Sexo Masculino – risco 30% maior
Etnia – É observado um maior risco em afrodescendentes, hispânicos e asiáticos, em comparação a caucasianos.
Histórico familiar – parentes de primeiro grau com AVC
Fatores de risco modificáveis
Hipertensão arterial – Principal fator de risco.
Diabetes – Níveis elevados de glicose danificam os vasos sanguíneos.
Colesterol alto – Contribui para a formação de placas nos vasos que ficam no cérebro
Tabagismo – Dano direto aos vasos sanguíneos e aumento da pressão arterial.
Sedentarismo e obesidade – Associados a múltiplos fatores de risco.
Consumo excessivo de álcool – Pode elevar a pressão arterial.
Fibrilação atrial – Arritmia cardíaca que pode formar coágulos.
Ansiedade – pode aumentar o risco em mais de 30%
E como reconhecer os sinais ?
Os sinais do AVC podem ser memorizados por meio da frase em inglês “BE FAST”, que, traduzida, significa “seja rápido”.
O B vem de Balance, que significa equilíbrio — a pessoa pode apresentar tontura ou dificuldade para andar.
O E representa Eyes, ou olhos — a pessoa pode ter alterações repentinas na visão, como visão turva, visão dupla ou perda parcial da visão em um ou ambos os olhos.
O F vem de Face, porque um lado do rosto pode parecer caído ou sem movimento. Você pode pedir que a pessoa sorria; se o sorriso ficar torto, é sinal de alerta.
O A vem de Arms, ou braços — um deles pode ficar fraco ou dormente. Para observar, peça para a pessoa levantar os dois braços ao mesmo tempo; se um deles cair ou não subir, é um sinal importante.
O S representa Speech, que quer dizer fala. A pessoa pode apresentar dificuldade para falar, pronunciar palavras de forma estranha ou não conseguir compreender o que está sendo dito.
O T significa Time, ou tempo. Ao perceber qualquer um desses sinais, é fundamental agir imediatamente e chamar o serviço de emergência (SAMU – 192). Cada minuto conta: quanto mais rápido for o atendimento, maiores são as chances de recuperação e menores os riscos de sequelas graves.
Referências:
AMERICAN STROKE ASSOCIATION. Stroke Symptoms. American Heart Association. Disponível em: https://www.stroke.org/en/about-stroke/stroke-symptoms. Acesso em: 8 maio 2025.
GREENBERG, David A.; AMINOFF, Michael J.; SIMON, Roger P. Neurologia clínica. 8. ed. Porto Alegre: ArtMed, 2014. E-book. p.413. ISBN 9788580553550.
STACK, Katie; ROBERTSON, Wendy; BLACKBURN, Clare. Does socioeconomic position affect knowledge of the risk factors and warning signs of stroke in the WHO European region? A systematic literature review. BMC Public Health, v. 20, p. 1-12, 2020.